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abr 10, 2019

A comunicação em saúde deve ser considerada como um serviço público, tanto pelos jornalistas como pelos profissionais de saúde


Conclusões do debate “Desafios para o futuro da Saúde, Jornalismo e Tecnologia”

  • A Philips e o Newsmuseum unem-se em iniciativa pioneira de literacia em tecnologia da saúde para comunicadores
  • Para assinalar o Dia Mundial das Saúde, ambas entidades promoveram uma mesa redonda onde jornalistas, profissionais de saúde e sociedades científicas debateram sobre os desafios de comunicar com rigor
  • A plataforma de literacia consiste num curso online lecionado pelos mais influentes líderes de opinião em Portugal
Lisboa, Portugal – No âmbito do curso online gratuito dirigido a comunicadores sobre tecnologia e tendências em Saúde, a Philips, líder mundial em tecnologia de saúde, e o NewsMuseum assinalaram o Dia Mundial da Saúde com um debate sobre os desafios para o futuro da Saúde, Jornalismo e Tecnologia. Com um painel de oradores que juntou António Vaz Carneiro, Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Ana Rute Peixinho, jornalista da Agência Lusa, Dulce Salzedas, jornalista da SIC, Miguel Telo de Arriaga, da Direção Geral de Saúde e João Gonçalves, da Associação Portuguesa das Empresas de Dispositivos Médicos (APORMED), a conclusão da conversa não deixou margem para dúvidas: a comunicação em saúde tem um impacto real sobre a população; os jornalistas e os profissionais de saúde têm um dever e uma obrigação moral para com a cidadania no que diz respeito à veracidade da informação divulgada; as novas tecnologias de mídia são um veículo com enorme potencial mas que ainda é pouco utilizado pelos profissionais de saúde.
PHILIPS PHONE JOURNALISMO TECNOLOGIA
Dulce Salzedas, jornalista da SIC, lançou o debate fazendo uma retrospetiva do início da relação médico-jornalista. De acordo com a repórter, “o momento decisivo na comunicação de saúde foi o aparecimento do HIV: “Há um antes e depois do aparecimento do HIV que mudou a perceção da comunidade médica em relação aos jornalistas. Foi a partir deste momento que os médicos começaram a contactar os jornalistas e a explicar as temáticas.” No entanto, segundo a jornalista da SIC, “agora voltou-se atrás, dá-se uma enorme importância às novas tecnologias mas os profissionais de saúde não conseguiram aprender a lidar com o que a tecnologia lhes pode trazer.” Dulce Salzedas referiu ainda que “é muito difícil lidar com tecnologia e informação porque não se consegue controlar. Existem dificuldades morais, éticas e pessoais.”
o momento decisivo na comunicação de saúde foi o aparecimento do HIV: “Há um antes e depois do aparecimento do HIV que mudou a perceção da comunidade médica em relação aos jornalistas. Foi a partir deste momento que os médicos começaram a contactar os jornalistas e a explicar as temáticas.

Dulce Salzedas

jornalista da SIC

Para António Vaz Carneiro, “hoje em dia há uma posição anti peritos e o dever ético de desfazer um discurso marcado. A evolução da medicina foi de tal ordem que o processo de explicação é muito mais demorado. Há um grande trabalho a fazer na comunicação de saúde e o dever ético de continuar a aparecer e de comunicar para as massas.
PHILIPS ANTONIO VAZ CARNEIRO

Rute Peixinho, jornalista da Agência Lusa, reforçou a importância de todos os jornalistas deverem ter a noção de serviço público: “tudo o que transmitimos é potencialmente visto como verdade por isso devemos ter o cuidado de transmitir a informação da forma mais simples e para isso a comunidade científica também tem a obrigação de transmitir aos jornalistas a informação de forma simples e correta.” A jornalista referiu ainda que “nem sempre é fácil chegar às fontes”.


Sobre esta temática, Miguel Telo de Arriaga, da Direção Geral de Saúde, frisou que “o acesso à informação não é muitas vezes o correto. É difícil perceber quando a informação online não é a correta e um dos grandes desafios é perceber o que está a ser dito.” Segundo Miguel Telo de Arriaga “outro das questões é passar mensagens de saúde, porque não são apelativas até para a própria comunicação social. Há uma necessidade clara de estar onde as pessoas estão e hoje o que são os factos à medida têm de ser ajustados ao target”. Uma questão também levantada por ambas as jornalistas que mencionaram a voragem informativa e o panorama atual do setor da comunicação como obstáculos a uma comunicação de qualidade.

outro das questões é passar mensagens de saúde, porque não são apelativas até para a própria comunicação social. Há uma necessidade clara de estar onde as pessoas estão e hoje o que são os factos à medida têm de ser ajustados ao target

Miguel Telo de Arriaga

da Direção Geral de Saúde

A última intervenção ficou a cargo de João Gonçalves, da APORMED, que refletiu sobre a escassez de informação sobre as inovações da indústria tecnológica de saúde as quais considera “a âncora para o desenvolvimento da saúde em Portugal”.
PHILIPS SAUDE JOURNALISMO TECNOLOGIA
A abertura do debate esteve a cargo do Country Manager da Philips, Gabriel Arianes e do Diretor do NewsMuseum Ricardo Martins Pereira, mestres de cerimónia que não deixaram de passar a mensagem da importância de capacitar as pessoas na gestão da sua saúde, e para isso é preciso, literacia. Moderou, Cláudia Brito Marques, Diretora do Jornal Médico.

Curso de literacia em Tendências e Tecnologias da Saúde


Disponível até ao final de 2019 a partir da homepage do NewsMuseum, o programa de literacia está organizado em três módulos: “Linguagens e Tendências”; “Tecnologia ao serviço da prevenção, diagnóstico e tratamento”; “Tecnologia ao serviço do doente”. Através de vídeos, os temas são apresentados por dez especialistas nas áreas cobertas pelo curso, através do link http://cursotecnologiasdesaude.newsmuseum.pt/

Sobre a Royal Philips

A Royal Philips (NYSE: PHG, AEX: PHI) é uma empresa líder em tecnologias da saúde, focada em melhorar a vida das pessoas e em facilitar a obtenção de melhores resultados no processo contínuo de saúde, desde os hábitos de vida saudáveis e prevenção, até ao diagnóstico, tratamento e cuidados domiciliários. A Philips utiliza a sua tecnologia avançada e os profundos conhecimentos clínicos que tem, bem como a compreensão das necessidades do consumidor, para oferecer soluções integradas. A empresa é líder em imagem de diagnóstico, terapia guiada por imagem, monitorização e informática de saúde, bem como em saúde do consumidor e cuidados domiciliários. Com sede na Holanda, a Philips registou em 2018 vendas de 18,100 bilhões de euros no seu portfolio de tecnologias da saúde e emprega atualmente cerca de 77 mil pessoas, tendo operações comerciais e serviços em mais de 100 países. Todas as informações sobre a Philips estão disponíveis em www.philips.pt

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